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< ARQUITETURA

ESPAÇO MULTI-USO

Proposta de intervenção arquitetônica para a ocupação e transformação de uma área subutilizada, resultante de uma obra interrompida, situada em um ponto estratégico de uma região em processo de conurbação.

Projeto para ocupação e uso de uma área abandonada que contém resquícios de uma construção inacabada, que originalmente seria um centro comercial de grandes proporções, mas que se tornou um cenário de abandono e deterioração com a interrupção da obra.


A área de intervenção está localizada na confluência de duas cidades que, ao longo de décadas, vêm passando por um processo de conurbação. Se trata de Mojimirim e Mojiguaçu*, duas cidades irmãs no interior paulista, no Brasil. 


A proposta reconhece a conurbação como resultado das interações entre as duas cidades, criando um espaço onde esses vínculos podem ser incentivados e intensificados. Assim, o projeto de intervenção busca transformar a área em um local dedicado a receber eventos de diversas naturezas e para variados propósitos, servindo à população de ambas as cidades como um importante elo de conexão.


Com pilares inacabados e uma história de expectativas não cumpridas, a área se transformou em um "vulto urbano" e um símbolo de decadência.

A proposta de intervenção busca revitalizar o local, transformando-o em um Espaço Multi-Uso para eventos temporários, permitindo a realização simultânea de atividades variadas, como congressos, exposições e performances artísticas, capaz de servir às duas cidades e à região.


O projeto respeita os elementos existentes, como os pilares, que se tornam um elo entre os usuários e as construções. Um grande espelho d'água cobre parte da área, refletindo os pilares e edifícios, criando uma nova perspectiva do local e, além disso, fazendo referência ao processo de inversão da imagem de um espaço urbano. O design do ambiente integra seis áreas principais, projetadas para permitir o uso simultâneo e independente de cada uma. 


O objetivo do projeto não é esconder o passado do local, mas cicatrizá-lo, oferecendo uma nova oportunidade de uso que permita à comunidade reinterpretar o espaço e suas memórias.

MOJIGUAÇU  &  MOJIMIRIM

ÁREA DE INTERVENÇÃO

CONTEXTO URBANO

As cidades contemporâneas buscam abranger uma ampla variedade de atividades humanas, integradas ao seu processo natural de convivência.

 

Assim, atividades relacionadas ao lazer, trabalho, saúde, administração, serviços e esporte merecem atenção especial para serem supridas, com o intuito de proporcionar uma melhor convivência para a população.

 

Com a conurbação, as atividades urbanas passam a desempenhar um papel fundamental na formação das relações entre as cidades que compartilham esse fenômeno.

 

O uso dos espaços e serviços se expande, não se restringindo apenas à população local, mas também às pessoas provenientes da cidade vizinha.

Ocorre uma migração entre os usos, de modo que quem trabalha em uma cidade pode estudar em outra, e quem reside em uma pode fazer compras na outra, transformando ambas em um único território funcional (trans-uso).

 

Esse processo está presente nas cidades de Mojimirim e Mojiguaçu. Ambas possuem administrações e governos distintos, preservando sua autonomia e mantendo suas estruturas políticas independentes. Entretanto, as relações entre seus habitantes se entrelaçam e se mesclam (inter-relações), fazendo com que, na prática, as duas cidades funcionem como uma única urbe.

 

A conurbação é um processo resultante da intensificação dessas relações.

 

Propõe-se, portanto, assumir a conurbação como um reflexo das interações sociais e econômicas, criando um espaço de convergência para os diferentes usos. Um espaço multiuso, destinado à população de ambas as cidades.

CIDADES CONURBADAS

MOJIGUAÇU

Área do município: 813 km²

População: 154.228 habitantes (2022)

Fundação: 1720; vila: 1751; cidade: 1877

Latitude: 22°22'19" S; Longitude: 46°56'31" O

 Altitude: 617 m

MOJIMIRIM

Área do município: 499 km²

População: 94.000 habitantes (2022)

Fundação: 1720; vila: 1769; cidade: 1849

Latitude: 22°25'55" S; Longitude: 46°57'28" O

Altitude: 640 m

"as relações entre seus habitantes se entrelaçam e se mesclam, fazendo com que, na prática, as duas cidades funcionem como uma única urbe.."

ÁREA DE INTERVENÇÃO

Um local abandonado, com uma história que nunca ocorreu, projetos e sonhos que jamais se concretizaram, e um presente sem pretérito. 


Assim é a área em questão, que outrora foi alvo de investimentos, esperanças e o sonho de um shopping center. Sua localização estratégica, em frente a uma importante rodovia de alto tráfego e inserida em um bairro promissor, que ainda contava com um privilégio comercial, resultado do encontro físico de duas cidades de relevância regional, elevava as expectativas de um centro comercial de grandes proporções para a época, capaz de atrair também visitantes de outras cidades.

 

O futuro de sucesso prometido por este empreendimento alimentou os ideais das pessoas. Contudo, esses sonhos foram frustrados quando as expectativas foram interrompidas pelo cancelamento da obra, logo após o início da construção dos pilares. A área, que antes era motivo de orgulho, passou a gerar um sentimento de vergonha na população. A paisagem de uma construção inacabada, inevitavelmente visível a todos que passavam em frente a ela, tornou-se uma lembrança constante de frustração para as pessoas que transitavam entre as duas cidades.

Este espaço tornou-se uma fissura urbana, marcada pelo abandono e pelo vazio. Um lugar mudo, que se comunica por meio de um silêncio gritante, carregado de uma história inacabada e de uma memória sem registro. Vulto Urbano. O congelamento espaço-temporal exibe pilares inacabados, à espera de algo que nunca chegou, clamando por um futuro, mas sem ter um passado. Ao contrário das ruínas de civilizações antigas, que remetem a um passado geralmente promissor, os resquícios construtivos deste espaço tornaram-se ruínas antes mesmo de terem sido, de fato, construídos. Ruínas Urbanas. São vestígios de nosso próprio tempo e da nossa civilização atual, símbolos de depreciação, decadência e desintegração. Não refletem o passar do tempo, mas o descaso. São sinais de decrepitude. É, ao mesmo tempo, obra em construção e ruína, onde o tempo parece não fluir em linha reta, mas em círculos, sem avançar.

 

As colunas deixaram de existir como tais, caindo em um estado descontínuo da matéria. Espaço Corroído. O local desativado abriga os destroços de uma ilusão contemporânea, restos de um mundo que nunca existiu. O que se vê são apenas marcas de uma ocupação inacabada. Um lugar de destino impreciso, um espaço inexato.

Projeto antigo

Existente

Nova proposta

PROPOSTA

A  leitura da área revela um local marcado por uma história de inexistência. Sua presença se restringiu a uma forma de intenção.


Por muitos anos, o espaço permaneceu sem uso, sem importância para a cidade e sem uma contribuição para a sociedade. Essa ferida urbana marcou uma geração e se registrou na história local, de onde não poderá ser apagada. Dessa forma, qualquer projeto de intervenção que vise substituir os pilares por uma nova construção, ou mesmo continuar a obra original, correrá o risco de se apresentar como uma mera maquiagem para esconder um local que nunca esteve escondido.

 

O abandono e o descaso de um lugar que, outrora, recebera promessas de se tornar um empreendimento de orgulho para a cidade tornaram-se símbolos críticos de frustração e vergonha, alimentando o imaginário urbano e se instalando no inconsciente coletivo dos habitantes.

 

Como o local nunca foi utilizado de maneira consistente desde sua inclusão no perímetro urbano, pode-se considerar que a área é desprovida de uma história de ocupação. Seu passado urbano, inexpressivo, revela uma ausência de dinamismo temporal, ao contrário de seu entorno, onde residências, comércios, instituições e serviços surgiram ao longo dos anos. Assim, uma área sem história e atemporal recebe, com este projeto, a possibilidade de que váriasdiversas histórias ocorram simultaneamente em diferentes temporalidades.


O objetivo é criar um espaço destinado exclusivamente a eventos temporários, como congressos, exposições, mostras, palestras, encontros, festas, reuniões, parques de diversão, apresentações circenses e expressões cênicas, entre outros. O projeto é concebido de forma a possibilitar o uso simultâneo de várias dessas atividades, proporcionando à área a chance de testemunhar uma diversidade de momentos e histórias.

O local é projetado para permitir que diversos eventos possam ocorrer ao mesmo tempo, sem que um interfira no outro, possibilitando uma utilização heterogênea em qualquer dia e horário, conforme a natureza do evento. Devido à sua essência de multiplicidade, adaptabilidade e simultaneidade, o projeto de intervenção foi então nomeado Espaço Multi-Uso.

 

A proposta de intervenção não busca esconder a ferida urbana em que o local se transformou, mas cicatrizá-la de forma que a arquitetura proporcione ao indivíduo a oportunidade de reinterpretar o espaço e seu papel na cidade, mostrando que é possível reintegrar espaços corroídos sem a necessidade de escondê-los ou de maquiar seu passado.

 

Assim, uma área subutilizada, atemporal, onde o momento foi paralisado, marcada por uma história de expectativa que nunca aconteceu, agora receberá eventos temporários que gerarão várias histórias, diluídas em seus usos.

ELEMENTOS DO PROJETO

Ao observar a área, percebe-se que algo está faltando, como se os pilares clamassem por uma presença que os completasse no espaço.

 

A proposta para a área não busca esconder ou negar seu passado, mas, ao contrário, pretende preencher uma lacuna, criando usos e formas que respeitem os elementos existentes, sem transformá-los em componentes maquiados.

 

Na proposta, os pilares existentes tornam-se um elo entre as pessoas e os usos. Os usuários precisam atravessar o mar de colunas para acessar os edifícios.


Grande parte da área ocupada pelos pilares será coberta por um espelho d'água de grandes dimensões, que refletirá tanto as colunas quanto os edifícios e os próprios usuários, fazendo com que esses elementos sejam observados a partir de uma nova perspectiva, em suas imagens invertidas. Além de criar uma paisagem visualmente distinta e contemplativa, cria-se uma oportunidade de repensar o espaço e o papel dos pilares no contexto arquitetônico. Adicionalmente, esse grandioso corpo d'água contribui para o conforto térmico nos dias de calor.

 

O espelho d'água sob os pilares e edifícios também causa uma impressão de flutuabilidade, o que conota ao observador a ideia de que os pilares estão sustentados pela sua própria imagem, não sendo possível ver além do reflexo.

Recintos de eventos

Estacionamentos

Passeios e circulação

Área verde

Espelho d'água

Arborização

O projeto integra seis áreas principais:

Sala Distribuidora

Dá acesso aos edifícios, servindo como recepção prévia dos eventos. Pode receber exposições e material publicitário. O espaço propicia a contemplação visual panorâmica da área construída.


Auditório

Área coberta destinada a eventos que requerem audiência sentada, como espetáculos, palestras, concertos, exibição de filmes e solenidades comemorativas.


Administração 

Gerenciamento do Espaço Multi-Uso.

Salão de Exposições

Recinto coberto para eventos de grande porte, como feiras industriais e exposições comerciais.


Salão de Convivência

Comporta eventos de pequeno e médio porte, como palestras, encontros, reuniões, confraternizações e festas privadas. Possui vista panorâmica das cidades.


Área Aberta 

Local descoberto destinado a receber eventos de larga escala, como shows musicais, exposições agropecuárias, festas regionais, parques de diversões e instalações circenses.

CONCEITOS ARQUITETÔNICOS

A disposição dessas edificações foi planejada para permitir a realização de múltiplos eventos simultâneos, sem que o uso de um edifício interfira no de outro.

 

O conceito de projeto visa fazer com que o usuário repense o espaço e o contexto arquitetônico em que está inserido. Assim, os elementos projetados buscam uma conexão íntima com o terreno, tanto fisicamente quanto sensorialmente.

A intervenção não busca esconder o passado do local, mas sim integrá-lo de forma simbólica, criando novos usos que possibilitem ao espaço abrigar eventos de diferentes modalidades e escalas, tornando-se, assim, um ponto focal essencial para a vida social e artística das duas cidades.


Cada edifício foi projetado para interagir com a topografia e integrar os elementos existentes, garantindo, ao mesmo tempo, funcionalidade e acessibilidade para todos os usuários, incluindo cadeirantes.


Com um planejamento cuidadoso, o projeto visa proporcionar um ambiente harmonioso entre a arquitetura, a história da área e o contexto urbano. 

SALA DISTRIBUIDORA

A Sala Distribuidora é o elemento conector da área, servindo como uma sala de preparação para os eventos. Dela partem os passeios que dão acesso aos edifícios. A sala pode abrigar pequenas exibições, como informações culturais, exposições artísticas, divulgação comercial de patrocinadores ou conter material informativo sobre os eventos.

Com paredes de vidro em toda a sua extensão, a sala oferece uma vista panorâmica de 360° do ambiente, convidando o visitante a contemplar a área e seus elementos a partir do centro do espelho d'água.

Elevada a cerca de 50 cm acima do nível do espelho d'água, a Sala Distribuidora é sustentada por um sistema simples de vigas e colunas escondidas sob o passeio, o que provoca no observador, do lado externo, a impressão de que a construção não possui suporte e, portanto, estaria flutuando. 

AUDITÓRIO

O auditório é um edifício intimamente ligado ao terreno, com um volume cúbico que se estende parcialmente abaixo do solo e parcialmente acima, criando a sensação de um elemento que emerge do terreno. 

A inclinação dessa construção contribui para a formação de uma plateia de auditório e para a criação de uma acústica adequada ao seu uso.

SALÃO DE EXPOSIÇÕES

Área coberta capaz de abrigar eventos de grande porte, como feiras e exposições de abrangência regional, o Salão de Exposições oferece um amplo espaço em que diferentes tipos de eventos podem ser facilmente adaptados.

Sua fachada curva e inclinada, que se junta ao teto, faz com que o salão pareça estar emergindo do espelho d'água, atravessando os pilares, e fazendo um movimento curvo em direção ao auditório, onde esse movimento é então interrompido.

Essa visão de um movimento originado da estática do ambiente e então interrompido bruscamente remete à essência do próprio local com seus pilares inacabados.

SALA DE CONVIVÊNCIA

Sala destinada a encontros de pequeno e médio porte, como comemorações, solenidades, palestras, encontros, reuniões, confraternizações e festas particulares (formaturas, casamentos, aniversários etc.). Oferece vista panorâmica do entorno.

Construída em um declive do terreno, a Sala de Convivência localiza-se abaixo do espelho d'água. Seu acesso é feito por meio de uma rampa formada pela imersão gradual do passeio no espelho d'água. A inclinação inicia-se a partir da Sala Distribuidora, de modo a criar um declive tênue e progressivo.

Ao caminhar para a Sala de Convivência, o usuário se vê entrando no espelho d'água, passando o nível da água, até se aprofundar cerca de 5 metros em um corredor de acesso. Após esse breve contato com o subterrâneo, o usuário chega à sala, um espaço amplo e iluminado por suas paredes de vidro, que oferecem uma vista da paisagem das duas cidades. 

ADMINISTRAÇÃO

O gerenciamento do Espaço Multi-Uso é centralizado neste edifício, localizado próximo à entrada da área. Seu desenho é formado por um recorte cúbico do terreno, de modo a parecer que um pedaço foi extraído e posicionado diagonalmente sobre o buraco formado com sua extração. Esse desenho permite que esse prédio tenha dois níveis.

Acessado pelo andar superior, o edifício abriga funções administrativas, como secretaria, escritório, tesouraria, contabilidade, além de sala de reuniões, almoxarifado, banheiros e cozinha.

ÁREA ABERTA

A Área Aberta foi reservada para eventos de larga escala ou que requerem espaços descobertos, como exposições agropecuárias, shows musicais, espetáculos, festas regionais, parques de diversões e instalações circenses.

Localizada no ponto mais baixo do terreno, a área pode ser acessada tanto pela entrada principal, através do estacionamento, quanto por uma entrada secundária localizada na rua lateral ao lote.

PASSEIOS

O acesso aos edifícios do projeto é feito por caminhos sobre o espelho d'água, que permeiam entre os pilares. Isso proporciona aos pedestres um passeio imersivo no Espaço Multi-Uso. Elevados a 30 cm do nível da água, os caminhos são conectados pela Sala Distribuidora.

ARBORIZAÇÃO

A vegetação arbórea é disposta de forma a valorizar as vistas do terreno, seguindo uma hierarquia de formas e tamanhos, na qual os arbustos realçam as vistas principais, enquanto as árvores de médio e pequeno porte enquadram as vistas secundárias.

PERSPECTIVA VOLUMÉTRICA CONCEITUAL

A relação entre formas, cheios e vazios foi pensada para criar uma postura espacial dinâmica e expressiva, capaz de traduzir a essência do lugar em um projeto de arquitetura funcional e belo. O objetivo não era apenas realizar uma intervenção construtiva em uma área abandonada, mas transformar o local em um marco arquitetônico impactante para as duas cidades.

* A grafia de Mojimirim e Mojiguaçu obedece a ortografia oficial da língua portuguesa.

O

Desenvolvimento do projeto: arquiteto Roberto Gasparini Jr.

Imagens: Roberto Gasparini Jr.

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